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Lacre do Bem: uma menina engajada, muitos lacres e muita solidariedade

11:33 10 Maio em ASSPROM, Noticias
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Idealizadora do Lacre do Bem, Julia Macedo, fala sobre a criação e a importância da Campanha na vida das pessoas com necessidades especiais. A jovem, de 14 anos, já escreveu um livro e foi vencedora do Prêmio Bom Exemplo da Rede Globo, em 2014.

Antes de começarmos a falar do seu projeto, conte um pouco de sua história. Quem é a Julia?

Sou uma menina um pouco tímida, mas que ama fotos, Instagram e Tumblr, assim como a maioria das minhas amigas. Sempre estou rodeada pela minha família que sempre me incentiva a me desenvolver e apoiar as minhas iniciativas. Juntos, gostamos muito de passear, participar de atividades culturais, viajar, ajudar quem mais precisa.

Como surgiu a ideia de juntar lacres para reciclar e comprar cadeiras de rodas?

Durante uma visita em uma creche em Belo Horizonte, para fazer uma doação, vi que lá eles precisavam de cadeiras de rodas. Lembrei que vi uma campanha parecida durante uma viagem. Foi então, que, com o apoio dos meus familiares, comecei a juntar os lacres que via pela rua, na escola e em qualquer outro lugar que ia. Todos passaram a me ajudar nessa missão e assim, em 2013, tudo começou.

Nestes seis anos de Projeto, foi possível ajudar quantas pessoas e quantas garrafas foram necessárias?

Até o momento, já doamos 440 cadeiras de rodas para quem mais precisa. Desse total, algumas foram doadas por empresas parceiras e pessoas que resolveram adotar um dos pedidos da nossa fila, então nem todas precisaram de lacres para serem adquiridas. Para comprar uma cadeira, precisamos de ter, em média, 140 garrafas pets cheias de lacre.

O Projeto já passou por algus momentos difíceis?

Na verdade, a gente sempre passa por esses momentos. Manter um projeto social sem fins lucrativos e sem apoio financeiro é sempre muito complicado, pois dependemos da ajuda de voluntários, empresas e pessoas muito caridosas, espalhadas por todo o Brasil, para nos ajudarem nessa missão. Mas a nossa vontade de ajudar o próximo é sempre maior que qualquer uma das barreiras que surgem para a gente e, por isso, mantemos o Lacre do Bem com muito amor e dedicação.

Você, aos 12 anos, lançou um livro contando sua história. Qual foi seu objetivo?

Foi muito emocionante! Contei com a ajuda da Maria Alice Lacerda, escritora que fez a redação final. Além de apresentar a minha ideia e os frutos deste Projeto para todo mundo, eu ainda pude incentivar a leitura. Infelizmente, as pessoas têm perdido esse maravilhoso hábito e senti que poderia ajudar a mudar isso, até mesmo como exemplo para as crianças que, com pouco podemos fazer muito.

A Assprom é parceira do Lacre do Bem e tem mais de 3 mil adolescentes. O que você acha deste engajamento?

Maravilhoso poder contar com a Assprom, com tantos ajudantes do Lacre do Bem multiplicando os lacres e as cadeiras de rodas, nós somos a mudança que o Brasil precisa, o futuro se constrói e se transforma com atitudes de agora.

Hoje, aos 14 anos, o que te move a continuar com este projeto? Quais são as suas expectativas?

A motivação é sempre a vontade de ajudar quem mais precisa porque vivemos uma realidade muito difícil e desigual no Brasil. Enquanto tivermos apoiadores, vamos fazer de tudo para manter essa nossa corrente do bem. Eu ainda tenho muito a aprender, a pensar e a me desenvolver. Estou começando a adolescência, cheia de responsabilidades na escola e preciso focar nisso para ser uma pessoa ainda melhor, realizar outros sonhos e idealizar novos projetos.

 

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